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Você é seu próprio fracasso

Andar de ônibus é uma coisa fenomenal. Não estou falando que o sistema de transporte público no nosso país é sensacional e sem defeitos, que os ônibus são confortáveis ou que você sempre vai sentado até a sua casa (sem contar na insegurança), mas que você pode fazer desse momento um momento muito positivo para você. Tudo depende de como você encara essa experiência E, no ônibus, eu cheguei a essa conclusão.

Não gosto de culpar ninguém individualmente por problemas sistemáticos, por isso eu vou falar sobre mim, dando exemplos de experiências e frustrações minhas (e talvez invente algumas também).

Cheguei a uma fase da minha vida onde o sentimento de estar atolado em um lamaçal é constante e, algumas vezes, sufocante. A vida não evolui e nem vai pra frente, ela só vai pra baixo. Talvez você já tenha se sentido assim ou esteja se sentindo assim neste momento, mas vou te falar uma coisa: está tudo bem. Você não é o único e eu não sou o único, é a piscina do vizinho que sempre parece mais…
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Sobre caixinhas e padrões destrutivos

Está em alta uma palavra tão simples, mas tão poderosa e acho que ela deveria ser disseminada muito mais vezes do que realmente está sendo. Poderia ser mais popular que sertanejo universitário, onde 99% é misógino, racista e lgbtfóbico, mas aquele 1% está desconstruído. Sim, a palavra da vez é desconstrução.
Essa semana eu estava assistindo um documentário (e nem sou fã do gênero) sobre padrões, mas padrões que não se falam com muita frequência. Por quê? Não sei, mas estou sentindo cada vez mais uma preocupação de se descontruir tudo, inclusive a formação dos homens da nossa sociedade. E não falo de gays, mas dos “machos alfas” e héteros que somos moldados para ser desde que nascemos. Vejo tentativas de desconstrução de ideologias sobre o feminino, de empoderamento negro e orgulho lgbt, mas ninguém estava vendo que, na verdade, todos os lados sofrem pressões.
E não é tentando diminuir um ou priorizar o outro, até porque se entende que só por ser homem a pessoa já vá ter privilégios i…

Seja Você Mesmo a Sua Zona de Conforto

Você está ali, de boa, curtindo a sua rotina até que alguém pisa na bola com você e... você sai da sua zona de conforto. Agradeça essa pessoa (depois das devidas reparações, claro). O pior mesmo é que, mesmo depois daquele insight maravilhoso que você tirou de toda essa situação você percebe que não só saiu da sua zona de conforto como também se encontrou consigo mesmo.

Estar em um relacionamento é tão difícil quanto ter que lidar com os parentes, que você não tem obrigação nenhum de aturar. Parentes normalmente são aquelas pessoas de conceitos antigos, que não abrem a cabeça para novas opiniões e que defendem a intervenção militar no Brasil (caso real e tio devidamente bloqueado na rede social do “F”). E então você vai se deixando levar. A pessoa é fofa aqui e ali, você gosta de estar com ela, você é de câncer (se ferrou já no nascimento), você vai criando uma rotina para ter o maior número de horas com ela, você convive mais com ela do que com os seus familiares e... BOOM! Reciproc…

Viagem em Família e a Opinião Alheia

Janeiro. Verão. Férias. É meio que uma tradição na minha família passar semanas (ou o mês inteiro) sem fazer absolutamente nada em uma casa de praia na praia que eles já frequentavam desde muito antes do meu nascimento. É gostar muito ou não ter nenhuma outra opção, mas a questão aqui é outra. Família é engraçada porque, por algum motivo, eles acham que tem total controle e permissão para opinar sobre a sua vida e dizer o que eles acham que você deveria fazer com ela, sem nem perguntar a sua opinião. É um direito deles, mas...
Críticas de parentes normalmente são destrutivas, eles só querem te lembrar do quanto você está fracassando na vida enquanto eles estão indo exatamente pelo caminho contrário. Aqueles que realmente constroem um argumento válido e te fazem pensar são tão poucos que acabamos relativizando tudo para o lado negro da força. Junto ou injusto, não importa. Eles vão sempre te colocar para baixo de alguma maneira e a questão aqui é: e daí?
Vai ser o seu cabelo. Vai ser …

Antes que me abandones...

Antes que tu me abandones quero dizer que desde o começo foi sempre amor. Desde os dias de carnaval deitados em uma cama de solteiro desarrumada até o dia das brigas mais exaltadas. Foi sempre amor. Desde as decisões mais erradas, até as conversas que não deram em nada, foi tudo amor. Desde os presentes mais caros até os DIY. Desde a contagem das moedas para ir ao cinema até os planos para uma viagem internacional. Desde os festivais juntos até a recusa de convites irrecusáveis.
Antes que tu me abandones quero que saibas que o mundo faz tanto sentido quando sinto tua mão tocar a minha. Que o sorriso ao teu lado é sempre sincero, assim como os bicos ou as caras fechadas. Que o ciúme é só uma forma de medo, uma forma insegura de solicitar a tua estadia. Estadia que desejo ser eterna. Crio planos, faço juras, imagino o futuro. Decoração de casa, carros, viagens, família.
Antes que tu me abandones quero pedir que mostre os teus sentimentos, se ainda existe algum. Se vire do avesso. Que m…

"Então não olhe".

Você pinta o cabelo e se vê discutindo questões de gênero com a sua família. Vou explicar. Dezoito de dezembro de dois mil e quinze. Gravem a data porque este foi um momento (que só percebi depois) divisor de águas na minha vida. Mas tudo começou um pouco antes.
Sempre fui daquela pessoa que faz as coisas baseada no que eu acho que as pessoas vão achar/falar de mim quando eu fizer alguma coisa. O que é um saco, porque a sua vida acaba se resumindo a “você não faz nada, porque daí ninguém fala”. Acontece que, após a vida e algumas sessões de terapias dentro de mim foi surgindo um sentimento de confiança e de “posso fazer qualquer coisa”, mesmo que não fizesse. Só sentir aquela revolução acontecendo aqui dentro já era uma sensação ótima.

Este ano, então, decidi consolidar de uma vez por todas o sentimento de posse das minhas próprias vontades e decidi que iria realizar um desejo que há muito eu nutria, mas que não tinha a coragem e determinação para fazer. Platinar meu cabelo num tom…

Preciso Mesmo é de Computador à Prova D'Água

Não sei se por algum motivo específico ou não, de alguma forma enquanto eu tomava banho um assunto não parou de passar pela minha cabeça: religião. Esse assunto que ao mesmo tempo tão polêmico e tão sinistro. Não é a minha intenção aqui argumentar o que acho certo ou errado, o que concordo ou não (mesmo que eu venha a fazer isso em algum momento), ou criar qualquer questão polêmica na vida de vocês. A intenção real deste desabafo é mostrar o estado da arte da minha religião ou organizar na minha própria cabeça minhas crenças.

Sou daquelas crianças, que como tantas outras, nasce dentro de um lar religioso e que tem a chance de experimentar a sensação de ser introduzido à força em alguma coisa. Lembro-me de ganhar a minha primeira bíblia e lembro que ela era uma daquelas versões infantis cheia de desenhos estranhos e muitas cores. Criança, sem entender direito o que se passava, curtia o momento. Para mim, era apenas um livro. Um livro como qualquer outra com uma história não muito inter…

Quando mudam por você

Todos temos que concordar que nascemos em um contexto específico. Um contexto formado, principalmente, pelos nossos pais, seguido pela nossa família, pelos amigos dos pais, pela sociedade local do lugar onde nascemos e tantas outras coisas externas que seriam impossíveis listar em palavras apenas. Recebemos informações, as processamos como corretas e em algum momento da nossa infância formamos o que muitos chamam de caráter (aqui não tenho nenhuma formação científica sobre o assunto, só para deixar claro).

Formamos nossas crenças. Escolhemos o que acreditamos e podemos mudar isso, ou não, dependendo das situações com as quais nos deparamos na vida. Dependendo do quanto nos permitimos sair da nossa zona de conforto. Algumas pessoas permitem que sejam mudadas, outras não. As que se permitem mudar, mudam por vários e diferente motivos. Por contato com diferentes culturas, diferentes contextos, por ter a mente aberta para novos pontos de vista… Por amor.

Entre uma discussão e outra. Con…

Quando o Deadline não te Inspira

Dizem que quando vai chegando a data de entrega de um trabalho a inspiração vai de um jeito ou de outro. E nos casos que a inspiração simplesmente não vem?

Você estuda, procura referências, quebra a cabeça por várias semanas e de repente percebe que a possibilidade de copiar um modelo pronto e raro na internet é até uma opção válida. Mas por quê é tão difícil solucionar problemas sem briefing? 

Para quem não está acostumado com a palavra, briefing nada mais é do que um nome bonito para “entender o problema do cliente”. Em administração também pode ser chamado de “demanda do cliente”. O que o cliente quer, como ele quer e suas características peculiares. O problema é que, na universidade, alguns professores não passam briefings e deixam o problema aberto para você resolver também, como se não bastasse todo o esforço para resolver o problema. Ou seja, você cria o problema que uma hora vai ter que resolver. O resultado? Você cria primeiro a solução e depois vai pensar no problema. Um g…

Longe demais.

Do meu celular te vejo. Em desespero por não poder te tocar. Do meu celular desejo todos aqueles beijos que um dia quis te dar. Te dar quando chegares, te dar quando voltares. Enfim, te dar. Os beijos. Meus anseios. Meus medos. Meu choro. Me entregar por inteiro e sem receio em teus braços, um alento. Me enrolar em teu corpo quente e mal posso esperar. Esperar por te ver lá na frente se aproximando de mim lentamente, passo a passo. Mal posso esperar para matar essa saudade tão grande, que meu peito faz comprimir. E não faz nem 10 minutos que me distanciei de ti.